Artigo: A emoção de ver o Papa de perto

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A EMOÇÃO DE VER O PAPA DE PERTO

Hildo Neto

RIO - Desde que Jesus escolheu Pedro como chefe da igreja, muitos papas o sucederam até chegarmos a Francisco. Não foi por acaso que o então cardel Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro a optar pelo nome de um dos principais santos, que evangelizava mais pelo exemplo do que pelas palavras. Com uma forma única e cativante, ele já está reconstruindo a história dos católicos. Por esse e outros motivos, minha ansiedade estava grande para vê-lo de perto.


Com a mudança dos atos centrais de Guaratiba para Copacabana o espaço para o palco, ao qual minha credencial de representante da Arqudiocese de Olinda e Recife dava acesso, foi bastante reduzido. Com medo de perder este momento único, cheguei às 12h do sábado, três horas de antecedência em relação ao horário marcado e sete antes do início da vigília. Devido à modificação de última hora, as informações não estavam chegando de maneira clara. Pouco antes das 15h, após ficar em uma fila sem saber se conseguiria entrar, tive acesso ao backstage.

A primeira etapa foi vencida, mas só teria acesso ao palco quem estivesse com a pulseira específica para o dia, que eu e muitos não tínhamos. Com a graça de Deus, as pulseiras chegaram, mas não significava o fim da espera. A informação era de que entraríamos às 17h, mas o relógio marcou 18h e ainda estávamos longe. Os voluntários realizaram uma contagem e o medo de não conseguir voltou. O receio só foi embora quando passamos pelos agentes da Polícia Federal e subimos no palco.

O santo padre estava bem próximo e podia olhá-lo diretamente. Agradeci a Deus por esse instante único e abençoado. Durante a vigília, com a presença de Cristo na Eucaristia e do sucessor de Pedro, coloquei diante deles todos os pedidos de oração que me foram feitos e também rezei pelo papa Francisco, que já está causando uma revolução, como o santo que o nomeia.

Ontem, cheguei cedo para tentar ir novamente para o palco na missa, mas quando estava na fila nos informaram que não seria possível. Já estava voltando para a multidão quando o Exército fechou tudo e fiquei "preso" bem na entrada das autoridades e do papa. Pouco depois da passagem da presidente Dilma Rousseff, o santo padre passou, sorridente, nos saudando no papamóvel a poucos metros. Volto para casa com a fé ainda mais fortalecida e pronto para atender ao pedido de Francisco: ser protagonista da história e apresentar Jesus aos que ainda não o conhecem. Como ele disse, somos campos da fé e atletas de Cristo, vamos correr para anunciar a Boa Nova.

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